Grão de milho
Автор: Santafé AgroInstituto - Bovinos Leiteiros
Загружено: 2025-11-10
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Bem, bem-vindos a mais um relatório de pesquisa. Hoje vamos falar sobre a utilização do grão de milho com atividade da enzima alfa-amilase na alimentação das vacas leiteiras. Essas informações são provenientes de um artigo publicado na edição de novembro do Journal of Dairy Science. Essa pesquisa foi realizada conjuntamente pela Universidade Federal de Lavras, no Brasil, e pela Universidade de Guelph, no Canadá.
Nesse estudo, foram utilizadas 24 vacas Holandesas em lactação, com uma produção média de 37 kg de leite por dia e 143 dias em lactação. Foi utilizado um delineamento em quadrado latino 4 por 4. Os tratamentos foram dispostos em um arranjo fatorial 2 por 2 com 2 métodos de processamento de milho, finamente moído ou reidratado e ensilado, e 2 tipos de milho, o milho com amilase versus um milho controle. No total temos 4 tratamentos.
Portanto, podemos dizer que este experimento avaliou o efeito da utilização do milho com enzima alfa-amilase nas dietas de vacas alimentadas ou com grãos de milho finamente moídos ou com grãos reidratados e ensilados. O milho foi reidratado até apresentar 30,62% de matéria seca e foi ensilado por 28 dias em baldes distintos.
A dieta continha 13% de grão de milho, com teor total de amido de 22,4%, sendo o grão responsável por aproximadamente 10% dessa fração amilácea.
Os resultados são interessantes. Não houve efeitos do tratamento do milho sobre a produção de leite, que foi, em média, de 36 kg por dia, nem sobre o consumo de matéria seca, que permaneceu em 22,4 kg por vaca por dia.
Quando o milho reidratado foi fornecido, independentemente do tipo de grão, com amilase ou sem, foi observado um menor valor de pH ruminal, de 6,72, enquanto que nas dietas com milho seco o pH estava em 6,83.
Houve uma tendência de melhora na eficiência alimentar com a utilização do milho reconstituído, com 1,63 kg de leite corrigido para energia por kg de matéria seca ingerida, em comparação aos 1,61 kg nas dietas com milho seco.
Também houve diferenças no tempo e no tamanho das refeições. As vacas alimentadas com o milho reidratado e ensilado tiveram refeições mais curtas, com uma duração média de 35,9 minutos, enquanto que para as vacas alimentadas com o grão finamente moído a duração média foi de 37,5 minutos. A quantidade também foi menor na dieta controle com o grão reconstituído, sendo de 2,2 kg por refeição contra 2,5 kg por refeição com a dieta controle com o grão finamente moído.
Houve alguma evidência de que o milho com a enzima alfa-amilase aumentou a digestibilidade do amido, embora sem impacto sobre a produção de leite ou o consumo de matéria seca. O milho utilizado era o Enogen, fornecido pela Syngenta.
Então, as principais conclusões são que o milho reidratado apresentou efeitos sutis sobre o pH ruminal e ligeira redução no teor de gordura do leite, mas esses resultados não foram estatisticamente significativos. Também não foram encontrados efeitos sobre o perfil de ácidos graxos voláteis.
O milho com amilase mostrou melhor digestibilidade do amido, especialmente nos milhos vítreos, típicos dos sistemas de produção brasileiros. Entretanto, não foram observadas diferenças na produção de leite nem no consumo de matéria seca.
De modo geral, a literatura indica que o impacto de grãos de milho contendo enzimas é mais pronunciado em dietas com menor teor de amido, como as usadas no Brasil, do que nas dietas de alto amido comumente encontradas nos Estados Unidos, contendo ao redor de 26 a 28% de amido. No estágio atual, a resposta a esse novo tipo de milho pode ser considerada marginal.
E com isso concluímos o programa de hoje. Muito obrigado e até a próxima!
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