2021-Diário de Bordo - Uma aventura literária no Amazônia das Palavras com Daniel Munduruku
Автор: Amazônia das Palavras
Загружено: 2021-12-01
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O Amazônia das Palavras apresenta uma entrevista com o escritor e educador Daniel Munduruku, realizada às margens do Rio Amazonas, na cidade de Itacoatiara, durante a primeira edição do projeto, em novembro de 2018. No bate papo, Daniel Munduruku expõe a sua preocupação com o desaparecimento das línguas indígenas.
Na primeira edição do Amazônia das Palavras, ministrou a Aula Espetáculo: Catando piolhos, contando histórias: minhas memórias da Amazônia, onde partilhou suas experiências literárias pessoais com o público, com foco na expressão da identidade, no vínculo com a ancestralidade e na celebração da vida, estabelecendo um vínculo afetivo e cultural, compreendendo o lugar social, político e os saberes ancestrais de tradição oral.
Você sabia que um número grande de idiomas está correndo risco de desaparecer?
Para o escritor e educador Daniel Munduruku, o que faz um povo ser indígena é o sentimento de pertencimento ao lugar em que se vive, porque é onde moram os ancestrais, onde se enterram os mortos. Dançar, cantar, realizar os ritos sobre o território é o que faz ficar viva a herança cultural. E um dos direitos humanos mais fundamentais é o direito de falar em seu próprio idioma, sua própria língua. A situação das línguas indígenas é um reflexo de como viveram e vivem os seus falantes.
Estudos estimam que 42% das mais de 7 mil línguas existentes no mundo estejam ameaçadas de extinção. No Brasil, são 99 os idiomas que estão morrendo, sem contar aqueles que já desapareceram. Segundo o Instituto Socioambiental, das mil línguas indígenas faladas em território brasileiro antes da chegada dos portugueses, apenas entre 160 a 180 ainda estão vivas.
No decorrer da história do nosso país, há uma política de estado que em muitos casos vai silenciando estas línguas. Por outro lado, nota-se uma efervescência de micropolíticas linguísticas que são acionadas pelos próprios indígenas que resistem e tentam manter suas línguas. Como no caso dos Paumari que vivem na cidade de Lábrea, no sul do Amazonas; dos Tikuna que vivem no bairro Cidade de Deus em Manaus; dos Pataxós no sul da Bahia; dos Kokama e dos Apurinã, também no Amazonas, só para citar alguns exemplos. Estas línguas são tão importantes quanto o português, o inglês ou o francês. E seguimos acreditando que elas podem e devem ser faladas para além dos espaços domésticos, mas também nos espaços acadêmicos, por que não? Mas para isso seus falantes necessitam ser respeitados.
A década entre 2022 e 2032 foi declarada pela UNESCO como a Década Internacional das Línguas Indígenas, um esforço coletivo mundial para frear o desaparecimento das línguas indígenas de forma global.
DANIEL MUNDURUKU
Nascido em Belém/PA, é escritor indígena, graduado em Filosofia e Doutor em Educação
pela USP e Pós Doutor em Educação (UFSCar). É Diretor Presidente do Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais. Autor de 52 livros para crianças, jovens e educadores, é Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008. Em 2013 recebeu a mesma honraria na categoria da Grã-Cruz, a mais importante honraria oficial a um cidadão brasileiro na área da cultura. É membro fundador da Academia de Letras de Lorena, interior de São Paulo, onde reside. Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior, entre eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO). Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2017 foi contemplado com o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil e em setembro de 2018 recebeu o Prêmio da Fundação Bunge, pelo conjunto de sua obra e atuação cultural. Em 2021 foi um dos vinte finalistas do Prêmio Jabuti com três livros em duas categorias - infantil e juvenil.
Na primeira edição do Amazônia das Palavras, ministrou a Aula Espetáculo Catando Piolhos, contando histórias: minhas memórias da Amazônia.
Amazônia das Palavras - Segunda Edição - 16 de novembro a 17 de dezembro - online e gratuito.
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