Penedono, o épico lar do "Magriço", um cavaleiro andante - Portugal
Автор: Lugares Encantados em Portugal
Загружено: 2024-02-01
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O Castelo de Penedono, também referido como Castelo do Magriço, na Beira Alta, localiza-se, freguesia de Penedono, na vila e município de Penedono, no distrito de Viseu, em Portugal, quem entra na vila de Penedono, vindo de sul ou de norte, logo vê o gracioso e solitário perfil vagamente hexagonal do castelo erguido sobre um rochedo, a dominar a paisagem da região.
De pequeno volume mas muito gracioso, rematado por elegantes torreões ameados, o castelo de Penedono, não tem a aparência das rudes edificações meramente defensivas, antes se assemelha a uma moradia acastelada, constituindo por isso um dos exemplos esteticamente mais interessantes deste tipo de construção que se podem encontrar em Portugal.
Em posição dominante sobre a povoação, esta pequena estrutura medieval constitui um misto de fortificação defensiva e de residência senhorial.
O Castelo de Penedono está classificado como Monumento Nacional desde 1910.
As fontes documentais mais antigas mencionam esta área apenas à época da Reconquista cristã da Península Ibérica aos mouros, a propósito do repovoamento da região após a vitória das forças de Ramiro II de Leão na batalha de Simancas (939). A defesa desta parte do território foi confiada a Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia (irmã de Mumadona Dias) com quem gerou D. Flâmula (ou Chamoa Rodrigues). Rodrigo viria a ser alcaide dos castelos do soberano e, nessa função, teria determinado a reedificação do Castelo de Penedono. Posteriormente, em 998 da Era Hispânica (960 da Era Cristã), Chamoa Rodrigues, achando-se gravemente enferma, fez-se conduzir ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia Mumadona, com o encargo de dispor de seus bens para fins de beneficência. Entre eles, incluía-se uma série de castelos e respectivas gentes, na fronteira da Beira Alta.
No contexto da crise de 1383-1385, tendo falecido na Primavera de 1384 o alcaide de Penedono, Vasco Fernandes Coutinho, sucedeu-o na função o seu filho, Gonçalo Vasques Coutinho. Leal ao partido do Mestre de Avis, foi-lhe confiado, no início de 1385 o encargo de chefiar as forças do Porto que conquistaram o Castelo da Feira. Posteriormente, distinguiu-se, por mérito, na batalha de Trancoso (Maio de 1385), o que lhe valeu a promoção ao posto de marechal. Acredita-se que, no Castelo de Penedono, tenham nascido os filhos deste alcaide e, dentre eles:
o primogênito, Vasco Fernandes Coutinho, 1º conde de Marialva, que integrou a malfadada expedição a Tânger (1437); o castelo foi residência da nobre família dos Coutinho, que na crise dinástica portuguesa de 1383-85 seguiu o partido de D. João, Mestre de Avis, rei de Portugal em 1385, após a derrota dos exércitos castelhanos em Aljubarrota. Gonçalo Vasques Coutinho foi alcaide do castelo e nele lhe terão nascido os filhos, entre eles o célebre "Magriço", Álvaro Gonçalves Coutinho que protagonizou um feito romântico, muito ao gosto da mentalidade cavalheiresca da Idade Média.
Álvaro Gonçalves Coutinho, o cavaleiro andante, alcunhado o "Magriço" herói da narrativa dos Doze Pares de Inglaterra, imortalizado por Camões no Canto VI de Os Lusíadas, foi o único dos 12 que decidiu fazer a viagem por terra até á Inglaterra, enquanto os seus 11 companheiros foram de barco, isto para participarem num duelo, em defesa da honra de umas donzelas, que se sentiram muito ofendidas, por alguns nobres ingleses dizerem, que estas eram fisicamente feias.
Os descendente do conde de Marialva mantiveram interesses no Castelo de Penedono, a saber: D. Gonçalo Coutinho, que herdou o título condal, e D. Fernando Coutinho, ambos integrantes da segunda expedição a Tânger (1464), onde o primeiro perdeu a vida; os seus netos, D. João Coutinho, 3º conde de Marialva, e D. Francisco Coutinho, 4º Conde de Marialva por sucessão de seu irmão, falecido sem descendência, ambos integrantes da expedição que conquistou Arzila (1471), que ao primeiro custou a vida.
Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a vila recebeu o Foral Novo (1512), o que atesta a sua importância à época. Foram realizadas, nesta conjuntura, novas obras no castelo, para o que terá contribuído a influência do 4º conde de Marialva, vedor das obras reais na Beira, cuja filha única, D. Guiomar Coutinho, desposou o infante D. Fernando. Falecendo o conde sem descendência, e sua filha, dois anos depois, também sem descendência, extinguiu-se a família Coutinho.
Apesar da sua história milenar, o perfil do castelo tal como se nos apresenta hoje é de reconstrução quinhentista.
Procure fazer coincidir a sua visita com o final do dia, pois quando o sol desce para Ocidente, a pedra de granito das suas paredes toma uma coloração de grande beleza.
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