Produzir Muito Leite Basta no Sertão? A Conta que Ninguém Faz
Автор: ExplorandoFazendas
Загружено: 2026-01-21
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No sertão nordestino, tem produtor tirando vinte litros de leite por vaca… e mesmo assim dizendo que o leite não fecha a conta. Ao mesmo tempo, existem rebanhos com vacas menores, menos chamativas, produzindo bem menos litros por dia — mas atravessando seca, verão e crise sem sair da atividade.
Neste vídeo, colocamos frente a frente Holandês, Girolando, Gir e Sindi, sem romantismo e sem torcida. A discussão aqui não é “qual vaca dá mais leite”, mas qual sistema aguenta quando o ambiente aperta. Porque no sertão, produzir muito em um mês bom não garante sobrevivência ao longo dos anos.
A conversa passa por temas que quase nunca aparecem em ranking ou catálogo de sêmen: custo por litro, persistência produtiva, fertilidade sob estresse térmico, longevidade das vacas e dependência de insumos externos. É aí que muitas comparações começam a ficar injustas — e muitos sistemas começam a quebrar.
Holandês e Girolando não são vilões. Gir e Sindi não são solução mágica. O erro mais comum no Nordeste não é escolher a raça errada, mas copiar modelos produtivos que nasceram em outros ambientes, ignorando o peso do verão prolongado, da seca e do custo fixo.
Se você produz leite no semiárido, esse vídeo é um convite para mudar a pergunta central do sistema. Porque no sertão, a melhor vaca não é a que dá mais leite — é a que continua produzindo quando o sistema aperta.
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Aqui a conversa é sobre pecuária real, conta no fim do mês e decisão baseada no ambiente — não em promessa bonita.
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