Samuel Slater: O imigrante que industrializou a América
Автор: Paulo Gala/ Economia & Finanças
Загружено: 2025-11-10
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Em 1789, o jovem britânico Samuel Slater desembarcou em Nova Iorque trazendo consigo, na mente, o conhecimento da fiação de algodão movida a água que aprendera na Inglaterra. Crescido nos Midlands ingleses sob o aprendizado no estaleiro de Jedediah Strutt, Slater sabia que a tecnologia de fiação mecanizada já se espalhava pela Grã-Bretanha. Ele escolheu os EUA porque lá aquela tecnologia ainda era rara — uma oportunidade para aplicar suas habilidades num mercado pouco saturado. A história da fiação de algodão mecânica na Inglaterra envolveu os inventores Richard Arkwright e James Hargreaves, que criaram entre as décadas de 1760 e 1770 máquinas de fiar como a “spinning frame” e o sistema de rolos que possibilitou usinas eficientes em Cromford, em parceria com Strutt. Esses desenvolvimentos formaram o que ficou conhecido como o “sistema Arkwright”, modelo de produção de fiação por água e equipamentos replicáveis. Slater, formado como aprendiz em Belper e Milford, deixou a Grã-Bretanha de forma discreta — “fingindo” ser agricultor — para entrar nos EUA com seu conhecimento. Logo ao chegar, alcançou contato com o empresário americano Moses Brown, que vinha tentando sem sucesso implementar uma máquina de fiação baseada no modelo inglês. Em 1790 Slater assinou contrato com Brown & Almy para construir máquinas de cardagem, torção e fiação, e rapidamente pôs uma fábrica em funcionamento em Rhode Island. A ação de Slater marcou o início da revolução industrial americana: em menos de dez anos, o pequeno estado de Rhode Island já operava 16 usinas com mais de 13 000 fusos consumindo 12 000 libras de algodão por semana. A difusão dessa tecnologia não veio de manuais ou livros, mas da mobilidade do conhecimento humano — Slater trouxe o “conhecimento embutido em cérebros”, não apenas em papel.
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