De-dollarization in Brazil and Uruguay: context, figures, and authority voices
Автор: O Dizimista
Загружено: 2026-01-24
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Desdolarização no Brasil e no Uruguai: desafios, números e discursos
A desdolarização — isto é, a redução da dependência do dólar americano nas transações econômicas — tem ganhado atenção em debates de política econômica na América Latina. Brasil e Uruguai, ainda que em contextos diferentes, discutem como reduzir vulnerabilidades cambiais sem sacrificar a confiança dos mercados.
No Brasil, o dólar influencia preços internos, importações e dívida pública. Em 2025, cerca de 35% das exportações brasileiras são comercializadas em dólares, enquanto setores importadores ainda amarram contratos à moeda americana. O real acumulou volatilidade de 15%, frente ao dólar em 2024, segundo dados do Banco Central do Brasil.
O ex-presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou em entrevista: “Não se trata de abolir o dólar, mas de fortalecer arranjos em outras moedas sem comprometer a estabilidade macroeconômica.” A busca por swaps cambiais com euros e yuan, e maior uso do real em acordos regionais, são parte das estratégias em discussão.
No Uruguai, a dolarização informal é ainda mais significativa. Estima-se que 30% dos depósitos bancários estejam indexados ao dólar, e contratos imobiliários frequentemente usam a moeda americana como referência. Em relatório de 2024, o Banco Central do Uruguai mostrou que 40% dos contratos de aluguel urbano têm cláusulas atreladas ao dólar. O presidente do BC uruguaio declarou: “Debatemos medidas para incentivar o uso do peso uruguaio, mas sem perder competitividade ou confiança.”
Por que a desdolarização importa?
A dependência do dólar expõe economias emergentes a choques externos. Quando o dólar se valoriza, dívidas e custos importados sobem em termos da moeda local, pressionando inflação e investimentos.
No Brasil, a dívida externa bruta era equivalente a aproximadamente 19% do PIB em 2024, com parcela significativa em dólares. Já no Uruguai, cerca de 50% das pequenas e médias empresas reportam dificuldades de planejamento devido à instabilidade cambial.
Alguns críticos alertam que mover rápido demais pode gerar fuga de capitais. Como disse a economista Ana Paula Leite: “Precisamos de passos graduais — fortalecer o mercado de capitais em reais e ampliar acordos de comércio em outras moedas sem mandar um sinal errado aos investidores.”
Iniciativas recentes
Brasil:
Acordos de swap com bancos centrais da China e União Europeia para facilitar comércio em yuan e euro.
Debates no Mercosul sobre livre utilização de moedas regionais em transações intrabloco.
Uruguai:
Programas de incentivo para contratos em peso uruguaio.
Educação financeira para reduzir indexação informal ao dólar.
O que dizem os números?
País % de contratos dolarizados (estimado) Dívida externa em dólar Depósitos dolarizados
Brasil ~35% exportações atreladas ao USD 19% do PIB ~10%
Uruguai ~40% contratos aluguel ~25% do PIB ~30%
A transição é complexa e exige credibilidade das instituições, estabilidade macroeconômica e confiança dos agentes privados.
De-dollarization in Brazil and Uruguay: context, figures, and authority voices
De-dollarization — reducing reliance on the US dollar in economic transactions — has become increasingly discussed in Latin American policy circles. Brazil and Uruguay, though in different contexts, are exploring how to lessen currency vulnerabilities without undermining market confidence.
In Brazil, the dollar remains central to prices, imports and public debt. In 2025, about 35% of Brazilian exports are invoiced in dollars, while importers still peg many contracts to the US currency. The real saw roughly 15% volatility against the dollar in 2024, according to Brazil’s central bank data.
Former Central Bank President Ilan Goldfajn noted, “This is not about eliminating the dollar, but about strengthening arrangements in other currencies without compromising macro stability.” Swap lines in euros and yuan and greater use of the real in regional trade are part of the strategy.
In Uruguay, informal dollarization is even more pervasive. It’s estimated that 30% of bank deposits are dollar-linked, and real estate contracts often reference the US currency. A 2024 report by Uruguay’s central bank showed 40% of urban leases contain dollar clauses. The central bank president said, “We are considering measures to promote the Uruguayan peso, but without losing competitiveness or confidence.”
Why it matters
Dollar dependence exposes emerging economies to external shocks. When the dollar strengthens, debt and import costs rise in local currencies, pressuring inflation and investment. In Brazil, gross external debt was about 19% of GDP in 2024, with a substantial dollar component. In Uruguay, roughly 50% of SMEs report planning difficulties due to exchange instability.
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