EX NAMORADA ESTAVA GRÁVIDA | BENTO HINOTO O VIRTUOSO GUITARRISTA DOS MAMONAS ASSASSINAS
Автор: FM (FATOS E MÚSICA)
Загружено: 2024-02-01
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EX NAMORADA ESTAVA GRÁVIDA | BENTO HINOTO O VIRTUOSO GUITARRISTA DOS MAMONAS ASSASSINAS #bentohinoto
Em 7 de agosto de 1970, em plena euforia da Copa – ignorada solenemente pela colônia japonesa – nasceu Alberto, o caçula da família Hinoto. Era um bebê magrinho, paparicado por todos, que, desde os primeiros anos de vida, mostrou que herdara uma das principais características da família da mãe: era dono de uma espantosa habilidade manual.
Aos 6 anos e meio, Alberto estava no colégio. Passou a vida sendo o mais moço da turma – e um dos mais miúdos. Cedo se destacou em algumas coisas: revelou-se um prodígio no origami – a arte japonesa de dobradura de papel – e depois venceu várias olímpiadas de matemática. Ganhou outros tantos concursos de canto, disputados entre as crianças das colônias japonesas da zona leste de São Paulo. Na adolescência tornou-se fanático por bicecrros e se estatelou em vários barrancos e lombadas de Itaquá, especialmente porque jamais teve a bicicleta adequada. Uns anos depois, substituiu um radicalismo por outro e virou um skatista furioso.
Tudo isso foi sumariamente esquecido quando, aos 14 anos, Alberto comprou seu primeiro violão. Não havia grandes tradições musicais na família, apesar dos vínciulos de Shizuo e Toshiko com certas cerimônias tradicionais do Japão que incluíam cantos e sons. Mas a paixão de Alberto era tanta e seu talento tão evidente que, em 1986, quando dona Toshiko conseguiu juntar dinheiro para visitar os parentes no Japaão, decidiu satisfazer o único desejo do garoto: ter um guitarra. Desde da morte do Shizuo em 1978, a situação financeira da família se tornara mais precarária do que sempre fora. Com um minguado salário de professora, a mãe sustentava os três filhos menores.
Ainda assim, dona Toshiko, que tem 1metro e 48 cêntímetros, não só comprou uma cintilante guitarra Yamaha com seis pedais, como a carregou, até o aeroporto de Tóquio, e depois, durante as quase 23 horas de vôo, na classe econômica, desde o Japão até São Paulo. Como se não bastasse, ao desembarcar no Brasil, foi parada pela alfândega e teve que pagar o extorsivo imposto do Terceiro Mundo. No fim das contas, desembolsou US$ 3 mil dolares no presente para o filho. “Quando puder, você me paga”disse dona Toshiko ao entregar a preciosidade para o filho.
“Daquele dia em diante, Alberto praticamente não fez mais nada senão tocar aquela guitarra”, conta Climério. “Era a última coisa que ele fazia antes de dormir e a primeira ao acordar. Não fazia xixi, não escovava os dentes, não lavava o rosto: acordava e tocava guitarra”.
Quando a mãe se preocupava com aquela paixão obsessiva e estimulava o garoto a seguir os estudos na área de ciências exatas – a essas alturas, ele já tirara terceiro lugar no vestibular de Física. Alberto invariavelmente respondia: “É com essa guitarra que eu vou ter o que comer. Com ela também vou comprar um apartamento ou uma casa para nós”.
Quem o enveredou pela trilha sonora foi o irmão Mauricio, um roqueiro convicto. Fã dos Ratos de Porão, Cólera e Dead Kennedys (dos quais gravava fitas, já que dinheiro para comprar discos não havia), Maurício montou, nos tempos de colégio, o primeiro conjunto – anônimo de tão ruim – no qual Alberto tocou. “Pra dizer a verdade, quem o ensinou a tocar fui eu”, diz Maurício. “A diferença é que ele aprendeu”.
Também em companhia de Maurício, Alberto iria ao seu primeiro concerto de rock: um show do Camisa de Vênus, em março de 1985, no circo montado pelo Projeto SP. Alguns dias depois, os dois irmãos pegaram quatro ônibus e rodaram três horas desde Guarulhos até a Cidade Universitária para assistir a um show gratuito e ao ar livre da sua banda favorita, o Ira. Naquela noite, Alberto quase não dormiu: passou o tempo todo sonhando acordado. Decidiu que também seria roqueiro.
Teve que começar a carreira por outros caminhos. Em 1989, arrumou o primeiro emprego: um estágio como auxiliar de escriturário no Banco Real, em Itaquaquecetuba, do qual logo foi dispensado. Com o irmão Climério, montou uma loja de ração para animais em Itaquá.
“Só que ele passava o tempo inteiro tocando violão ou guitarra lá dentro”, diz Climério. “Quem atendia os clientes era eu.”
Foi então que Maurício chegou em casa dizendo que na Olivetti onde trabalhava, tinha ficado amigo de um baterista chamado Sérgio. Sérgio queria montar uma banda e precisava de um guitarrista. E foi então que nasceu o Utopia. Seis anos ainda se passariam antes que Alberto pudesse saldar a dívida com a mãe. Em vez, de pagar a guitarra, preferiu comprar-lhe uma casa – como disse que faria, uma década antes.
Não foi um apartamento no Guarujá, mas também não era um barraco em Itaquá.
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