Atafona e a fúria da natureza, documentário
Автор: Teógenes Nazaré
Загружено: 2012-01-25
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Atafona e a fúria da natureza, documentário
O mais recente documentário sobre a fúria do Pontal de Atafona, fêz um relato de tudo o que pôde ser destruído no vilarejo.
Reportado por Matheus Portugal, dirigido pela Literata, Dra. Lídia Nazaré e produzido pelo cineasta, Teógenes Nazaré, vários moradores puderam contar como era a vida em Atafona.
O pescador, Carlos Eduardo, lembrou com saudade da antiga cidade "era aqui que eu ganhava o meu ganha pão com a pescaria, e de repente o mar veio ocupando todo este espaço, foi terrível, ele engolia tudo em sua frente, aqui onde estamos, era a principal rua onde tinha o asfalto, hoje está todo acabado, conclui o pescador.
A enfermeira Maria das Graças, ressalta "eu ia aplicar injeções em pessoas doente na região do Pontal, onde existiam várias ruas, ali na direção do mar, era parte da cidade onde havia; uma igreja, posto de gasolina comércios e etc. e hoje, tudo está debaixo do mar", ressalta Maria das Graças.
O balneário de Atafona, município de São João da Barra, localizado na foz do rio Paraíba do Sul, litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, tem população flutuante no verão e bastante reduzida no inverno. Desde a década de 50 o pontal de Atafona vem sofrendo um processo erosivo em sua linha de costa.
Enquanto a população local arca com a perda de bens imóveis e também com parte de sua história, o fenômeno da erosão provoca curiosidade, a ponto das casas semidestruídas serem alvo de visitação turística.
Para o entendimento dos fatores que regulam a intensidade do fenômeno erosivo atual é fundamental o conhecimento dos dados ambientais, incluindo ventos, ondas, vazão do rio e constituição do litoral. Quanto à duração do fenômeno, esta poderá ser estimada a partir da determinação do tempo decorrido durante antigas fases erosivas preservadas na planície costeira. Para tanto foram executadas sondagens geológicas e datações.
O real significado de que o homem é nada diante da natureza.
Obviamente que esse fenômeno está relacionado à dinâmica geomorfológica costeira, num ambiente flúvio-marinho em que se observam atividades construtivas tais como as restingas, tômbolos, dunas, deltas, terraços, etc... e que por algum motivo esse processo construtivo foi revertido.
pelo que se apresenta já cabe uma boa reflexão sobre os possíveis motivos que levaram o mar a retomar aquela região. Um bom começo é analisar a forma com que a bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, vem sendo tratada por todos nós.
Represamento e subtração de suas águas, desflorestamento de suas vertentes e margens, crescimento desordenado das cidades ribeirinhas, etc... certamente estão entre os principais fatores.
O encontro de um rio com o mar é um espetáculo de encher os olhos. Na Praia de Atafona, onde deságua o Paraíba do Sul, deveria ser assim, mas seus moradores têm pouco do que se orgulhar e muito que lamentar. A fúria com que o mar destruiu casas, avançando 1 quilômetro em terra firme, apavorou a todos. Na temporada de verão a maré derrubou 20 imóveis.
Os moradores que arriscaram ficar em Atafona, acreditam que agora poderão tudo se acalmou, acreditando que as coisas podem melhorar de agora em diante, bastante temerosos, alguns ainda sonham com o terrível pesadelo que engoliu parte do vilarejo, e se perguntam, será que tudo isso voltará a acontecer novamente?
Reportagem e fotos de Teógenes Nazaré, baseado no texto de Julia Bertolucci/ Overmundo/ www.programamaoamiga.com.br
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