Desconcertuna - O Pássaro (Nas Garras do Minotauro) @ XI (Re)Cordas 2020
Автор: Desconcertuna
Загружено: 2020-03-11
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"O Pássaro (Nas Garras do Minotauro)", o mais recente original da Desconcertuna (Tuna Mista da FPCEUC), interpretado no XI (Re)Cordas - Festival de Tunas Mistas, no dia 28 de fevereiro de 2020, no Teatro Académico Gil Vicente.
Letra:
Introdução:
Desde que há memória, o Homem suspirou pelos céus
Viajar veloz por entre ventos vagabundos, fazer-se Deus
Invocando uma ambição invencível, ousa ser o que não é
Cortar as correntes do impossível, mas o fado nem sempre é gentil
A história que vos trazemos é como a de qualquer um
Espectro do desejo, respira vontade e da paixão não faz jejum
Ébrio de si, de peito em brasa
Fez das tripas asas e descolou da terra
Na ânsia de ser ave
1ª Parte:
Ícaro queria ser andorinha
E fazer o seu ninho num beiral
Mas a sua grande ambição
Era ser Rei de Portugal
A pele que vestia era de um falcão
E nem era pardal
Mas pleno e absoluto
Ele estava resoluto
Colheria o seu fruto!
Papagueava pelo mundo inteiro
Ser o herdeiro do trono lusitano
Fadado a chegar ao sobre-humano
Audaces fortuna juvat!
Refrão:
Ícaro, ó Ícaro
O onirismo é a tua condição!
Vives com a alma no futuro
Não há muro p'ra tão puro coração!
Segue o teu caminho e está seguro
Tu vais beijar o Sol! (bis)
(Instrumental)
2ª Parte:
Numa ilha repleta de riqueza
Vivia Sua Alteza, o Homem-Touro
Ícaro entrou no Labirinto
Para reclamar o tesouro
E o Minotauro investia bestial
Perfazia a profecia imortal
Ícaro fugiu desolado
Por pouco não foi encornado
Voou para outro lado
Rasga suas asas com um choro
Não há coro que o levante
Ergue-te, amigo, é avante
Ad astra per aspera!
Refrão:
Ícaro, ó Ícaro
A vaidade é a tua perdição
A vera obra da vida é estar presente
Não há gente que aprende sem lição
Lambe a tua ferida, faz diferente
(Instrumental)
Na bruma inquieta, um herói desfaz-se
Esmagam-se quimeras à medida que o ego se comprime
A sombra apodera-se da luz, o vento dilui no vazio
Entre a dor da indiferença e a indiferença da dor
(Instrumental)
Ícaro entrou numa taverna fria e escura
Que a esperança já deixara há um tempo atrás
Enrugados, velhos vultos vacilavam
Mas ainda assim bradavam "Meu rapaz!,
Não te percas nos teus medos, a Vida não tem segredos!
Vem daí e descobre a tua paz!
Sonho é coisa jovial
Crescer é largar a fantasia
Só o vinho vai mitigar a dor
De não ser uma ave de rapina"
Refrão:
Ícaro, ó Ícaro
É no copo que resta a tua ambição
Depenado, vives no passado
O fado de um fracassado é o chão!
Sente esse sabor adocicado
In vino veritas!
In vino veritas!
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