Arcos da Lapa e Santa Teresa onde foram gravados os filmes Velozes e furiosos e Tropa de Elite.
Автор: Caveiras Urbanas MC
Загружено: 2025-03-07
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Bonde de Santa Teresa
Os Bondes de Santa Teresa são um serviço de transporte de passageiros operados pela estatal CENTRAL, que opera na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Os seus veículos são o símbolo do bairro de Santa Teresa.
História
Na segunda metade do século XIX, o centro da cidade do Rio de Janeiro era particularmente muito cobiçado e concorrido pelo transporte de passageiros.
A concessão das linhas de carris entre a cidade e os morros de Santa Teresa e Paula Mattos, foi obtida em 1872 por empresários que fundaram a Companhia Ferro-Carril de Santa Teresa. A concessão abrangia a exploração de uma linha entre a atual Praça XV de Novembro e o Largo da Lapa até à avenida Gomes Freire, esquina com a rua do Riachuelo.
A partir de 1885 essa companhia passou a funcionar com o nome de Companhia do Plano Inclinado de Santa Teresa, tendo abandonado a proposta do centro da cidade, e expandindo as linhas dos morros. Em 1891, foi formada a Companhia Ferro-Carril Carioca, que obteve a concessão da Companhia do Plano Inclinado de Santa Teresa.
A introdução da tração elétrica nos bondes do Rio de Janeiro, em 1892, significou um tremendo salto de qualidade na história do transporte carioca, pois as viagens poderiam ser feitas com mais rapidez. A primeira empresa usar a eletricidade foi a Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico, pois dispunha de mais recursos.
A tração elétrica abriu uma nova possibilidade para a Companhia Ferro-Carril Carioca, já que a nova companhia conseguiu permissão para prolongar suas linhas até o Morro de Santo Antônio no centro, através do velho Aqueduto da Carioca (os Arcos da Lapa) que encontrava-se desativado, permitindo utilizá-lo para acessar o morro de Santa Teresa.
Aqueduto da Carioca Transformado em Viaduto para Bondes (Rio de Janeiro/Brasil) - 1896
A inauguração do novo sistema ocorreu em 1 de setembro de 1896, já com os bondes elétricos, que se estendia até ao Largo dos Guimarães pela rua Almirante Alexandrino. Sendo a segunda companhia a adotar a nova tecnologia, a Companhia Ferro-Carril Carioca, foi até certo ponto uma surpresa, pois tinha linhas exclusivamente no bairro de Santa Teresa, e era bem menor que outras, como a Companhia Ferro-Carril de São Cristóvão ou Companhia Ferro-Carril da Vila Isabel.
A estação terminal foi instalada no Largo da Carioca, inicialmente entre o prédio da Imprensa Nacional e o chafariz da Carioca, que se localizava próximo à atual saída Santo Antônio do metrô. Os bondes seguiam subindo uma ladeira pelo Morro de Santo Antônio para alcançar os arcos, cuja travessia "arrepiou os pelos da nuca dos primeiros passageiros". A partir do Largo dos Guimarães na outra ponta da linha, a tração animal foi sendo substituída pela eletrificação em duas direções: uma para Paula Matos até o Largo das Neves, e outra seguiu por toda a extensão da rua Almirante Alexandrino, em direção ao Largo do França, Dois Irmãos e Silvestre, onde se encontra com o Trem do Corcovado.
Próximo à linha no morro de Santo Antônio, foram instaladas as oficinas e a garagem da Cia. Ferro-Carril Carioca com bastante espaço para abrigar os muitos veículos, pois além das unidades motorizadas haviam reboques. A velha garagem prestou serviços até a destruição final do morro, aproximadamente em 1965. Com o desaparecimento do morro de Santo Antônio, a oficina e garagem dos bondes de Santa Teresa passou a funcionar nas instalações da estação do antigo plano inclinado, no final da rua Carlos Brandt, onde funciona até hoje.
O desmonte do morro marcou o início da decadência do sistema de bondes do bairro, acelerado pela entrada da CTC (Companhia de Transportes Coletivos, empresa do Estado do Rio de Janeiro) na administração do sistema. As chuvas de 66 e 67 destruíram grande parte das linhas, e nessa época foram introduzidos os ônibus no bairro pela CTC, que acabaram causando a retirada dos reboques de circulação, pois se encontrassem um bonde com reboque em algumas das muitas curvas fechadas, não seria possível passar.
A partir de 1968 apenas os bondes de Santa Teresa permaneceram em operação na cidade do Rio de Janeiro. Ao longo de sua existência, o seu sistema chegou a ter em operações mais de 35 veículos, alguns com reboque.
Em 1975, de um total de 28 veículos, só se encontravam em efetivo funcionamento 18, com uma taxa de ocupação de 69%, uma das mais altas de sua história. O sistema de bondes, à época de sua operação pela extinta Companhia de Transportes Coletivos (CTC), tinha uma frota operacional de apenas 10 veículos e operava com intervalos entre partidas da estação Carioca de 15 minutos. O sistema transportava entre 25 e 30 mil passageiros por mês.
Através do Decreto nº 21.846 de 18 de julho de 2001, a responsabilidade do Sistema de Bondes de Santa Teresa, foi transferida da CTC para a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (CENTRAL), empresa estatal fluminense responsável pelo transporte de passageiros.
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