Crime organizado e defesa de Estado violento: o que esperar das eleições 2024? | Bruno Paes Manso
Автор: Canal UM BRASIL
Загружено: 2024-03-15
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Entrevista inédita toda sexta-feira às 11H🎙️
O que você via encontrar nessa entrevista:
0:00 — Abertura
1:00 — No seu livro “A fé e o fuzil”, você apresenta um estudo no qual aborda como a religião transformou o crime, nas últimas décadas, no Brasil. Em que medida isso pode ser visto como fenômeno no País?
4:33 — Como que esses dois ambientes, crime organizado e organizações religiosas, convivem e disputam espaço?
8:52 — Qual é a conexão desses universos com a política?
14:46 — Como é a relação entre ideologias políticas e o crime organizado, levando à percepção de que ambos os lados fazem acusações mútuas?
18:46 — Se fizermos uma soma de tudo aquilo que foi posto até aqui, observaremos um enfraquecimento do Estado. Existe alguma alternativa?
25:00 — Em que medida esse universo atual da política se serve dessa caracterização do brasileiro como violento?
34:20 — Qual é o peso do discurso do combate à violência para as eleições municipais?
38:43 — As suas pesquisas identificam números elevadíssimos de facções criminosas de diversos tipos, ou temos outras para além dessas gigantes?
40:05 — Tem algo positivo que você destacaria como bem-sucedido na implementação de políticas públicas que fosse capaz de atenuar essa sensação de estrutura gigantesca do crime organizado?
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*Entrevista gravada em 21 de fevereiro de 2024.
O País entra em um novo ciclo eleitoral. No horizonte, a sombra do financiamento irregular de campanhas com recursos que, muitas vezes, nem mesmo os próprios candidatos conhecem a origem.
“Há dinheiro, capacidade de esse investimento do crime financiar as candidaturas, além da disposição de grupos com controle territorial armado conseguir votos para determinados políticos. Esse é o problema-chave das eleições municipais”, afirma Bruno Paes Manso, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP).
“As facções são o governo do mundo ilegal, um governo do crime, e conseguem mediar as relações e proporcionar concorrência e profissionalismo [no tráfico de drogas, por exemplo]”, pondera. Dessa forma, se o Estado não se voltar a debater alguns temas complexos, mas que estão muito presentes no dia a dia — como a legalização de determinadas drogas —, o crime organizado terá o controle disso, algo que ocorre hoje e que potencializa a sua influência política, enfatiza.
Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, Manso chama a atenção para outro fator envolto no cenário eleitoral de 2024: a forte presença de candidatos da polícia ou “representantes da guerra”. Isto é, aqueles que cativam eleitores vendendo a ideia de que violência do Estado produz ordem.
A violência cada vez mais presente nos palanques, gera uma nova ideia de Estado, o qual passa a ter um papel de confronto muito maior: o de combater os “inimigos” que atravancam o crescimento do País (comunistas, globalistas, cidadãos contra valores bíblicos e feministas, por exemplo).
“Os representantes desse pensamento se apresentam como defensores do ‘grupo do bem’, que assumirão o Estado e vencerão a guerra. O governo deixa de ser visto como representante do interesse coletivo — responsável por promover a justiça e o convívio entre as diferenças — para ser apropriado por um grupo representante de determinados valores e dos negócios dessas pessoas. Assim temos uma nova visão de Estado vinculada a discursos extremistas do confronto e da guerra”, conclui.
As opiniões expressas neste vídeo não refletem, necessariamente, a posição do Canal UM BRASIL.
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