comentarios acerca do fragmento Paris 1988 - audio publico n 4
Автор: ricardo de almeida rocha
Загружено: 2024-09-11
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décimo video acerca dos fragmentos do romance muito alem de lisboa. quarto com status "publico".
No final dos anos 80, a economia destruida do Pais faz muitos brasileiros sonharem com a Europa. Há formas diferentes de concretizar o sonho. Para uma moça das roças de cafe do Sul de Minas, é por meio de um casamento com um italiano. Para um jornalista, através do trafico de drogas a partir do Marrocos. Mas no final o sonho se torna um pesadelo e as chances de as coisas ainda darem certo cada vez mais remotas. E, de repente, um incêndio...
Nesses videos. comentarios do autor acerca do romance, a historia e a historia por tras da historia e algumas reflexoes sobre assuntos do livro
Nesse quarto video publico, considerações sobre a morte de julie e o primeiro encontro de beatrice e andrei após o culto no marais, paris.
o fragmento meio que passa pelo acidente sem qualquer detalhe, a razão; o conforto da evocação do apartamento.
trechos:
etc
Andrei falou sobre a encomenda e subiram. A mulher os atendeu na porta. Não disse que entrassem. Explicou-lhes. A senhora não estava e, se podiam esperar, esperassem na praça. Etc
Uma hora depois a mulher não tinha aparecido. Então a empregada explicou. A senhora estava no outro imóvel. “Estou aqui só para fazer a limpeza”, disse. Disse que lamentava mas precisava ir embora.
— Laissez-moi le paquet. Je donne à madame
Andrei agradeceu mas não entregou.
Voltaram para a outra praça, a Place des Vosges, para as arcadas diante da praça, e ficaram um bom tempo olhando vitrines Por fim concordaram em desistir. Andrei tornou a guardar a encomenda na mochila. Andando devagar, dobraram a esquina e deram com o céu estrelado sobre os prédios. Um ou outro morador nas janelas os olhava. Apertaram o passo como se tivesse sido combinado, depois riram junto às motos estacionadas. Do lado do semáforo, na faixa de pedestres, quando o caminhão passava, ele ia pedir que Julie tomasse cuidado ao atravessar, como quem dissesse “Leve um casaco que vai esfriar”.
O contorno acima dos prédios tinha sido engolido pelo nada; um casal vinha em sentido contrário e passou por ele como se fosse a coisa mais natural do mundo. Adiante, as luzes amarelas transformavam em espelhos os vidros dos carros estacionados. A textura das fachadas era a mesma da primeira vez quando caminhava com Julie por esses mesmos lugares, mais áspera entretanto; a iluminação pública fixada sob as janelas se dissolvia na noite; a neblina ocultava as pedras do pavimento. No meio de uma rua de pedestres, à direita, havia um bistrot. O quadro negro indicava os preços. Não pareceu viável e teve vergonha de perguntar. Se alguém o visse agora, não o julgaria morrendo, como estava, só que hesitava quanto ao cardápio; se fosse uma mulher, reconheceria timidez na forma como recolhia a mão direita na blusa enquanto levava a esquerda ao queixo ao erguer levemente a sobrancelha. Tmidez, nesse caso, uma virtude, tendo em vista os jovens modernos, ridiculamente atirados. Lembrava a figura de um sonho feminino, muito bronzeado, com claros olhos castanhos e cabelos presos. Seu olhar era doce e bem recortados seus lábios. Pensando bem, parece hesitar não quanto à variedade do cardapio mas quanto aos preços.
— Salut !
Um homem passou sorrindo onde a rue tal e o boulevard tal se encontram e veio na direcao do restaurante. A mulher da igreja surgiu, discreta e simpática, um pouco mais que isso. Ao passar por ela na fileira de bancos para ocupar o lugar mais na extreminade junto à janela da igreja, por um delicioso átimo de instante, ele havia sido inebriado; em virtude da tensao, porém., não fora capturado pelo rastro do discreto perfume. Agora percebe que não era tão discreto assim e deixa no ar um enfleurage de flores frágeis sofrendo com o verão de uma Paris turistica, jasmim abandonado no ar que ele absorvia e não saía de todo na expiração, essencia perfumada de flores não tao frágeis, rosas e narcisos destilados numa alma pronta. tem postura e está ereta, ela é de sua altura e o cheiro exalado é do tamanho do homem, tocando-o desde a cabeça com eucalipto, notas que voláteis desaparecem em seguida e dão lugar às notas de coração para coração, impregnadas a ponto de fazer do vestido uma pequena usina que exalava-se do corpo, aroma amadeirado escapando pelas frestas e produzindo, mais que rastro, expectativas e memoria.
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