Eco colonial na economia brasileira
Автор: Paulo Gala/ Economia & Finanças
Загружено: 2026-01-21
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O colonialismo não foi apenas um sistema de ocupação territorial; foi, sobretudo, um arranjo econômico de hierarquias produtivas. A lógica central era simples e brutal: a colônia fornecia terra, trabalho e matérias-primas; a metrópole concentrava a manufatura, o conhecimento técnico, o crédito, os estaleiros, as patentes e os mercados. Em outras palavras, o colonialismo organizou uma “divisão internacional do trabalho” avant la lettre, onde atividades de maior densidade tecnológica e capacidade de aprendizagem (manufaturas complexas, metalurgia fina, construção naval, química, instrumentos) eram preservadas no centro, enquanto o “periférico” era induzido — e muitas vezes coagido — a se especializar em produtos primários.
A engenharia da proibição: como se impede a industrialização
Para manter essa assimetria, as metrópoles utilizaram um conjunto de mecanismos recorrentes:
Restrições legais e administrativas: proibições diretas ou licenças difíceis para certos tipos de manufatura, sobretudo aquelas que competiam com setores estratégicos metropolitanos (têxteis, metalurgia, construção naval, bens de consumo manufaturados). Monopólios comerciais e companhias privilegiadas: a colônia era obrigada a comprar da metrópole (ou vender por canais definidos pela metrópole), reduzindo incentivos para investir em produção local. Tarifas assimétricas e controle de mercado: quando interessava, a metrópole abria a colônia para suas mercadorias; quando a colônia ameaçava produzir algo similar, a barreira surgia. Controle de infraestrutura e logística: portos, navegação, seguros, financiamento do comércio e, mais tarde, padrões e certificações ficavam sob comando do centro. Concentração de capacidades críticas: oficinas, escolas técnicas, academias, arsenais, fábricas militares e redes de inovação permaneciam na metrópole, reforçando o ciclo de aprendizagem “lá” e de simples extração “aqui”.
Essa arquitetura não buscava apenas lucro de curto prazo; buscava impedir concorrência futura. A indústria não era vista como “mais um setor”, mas como um dispositivo de poder: gera produtividade, cria encadeamentos, forma mão de obra, acumula know-how e abre espaço para autonomia política.
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