Sigmund Freud • Sobre psicoterapia
Автор: Alfredo Oliva
Загружено: 2021-08-02
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Neste vídeo falo sobre a prática psicoterapêutica de Freud a partir do seguinte roteiro:
1. Quem é Sigmund Freud?
Médico neurologista que é considerado o pai da psicanálise
Viveu entre 1856 e 1939
Austríaco judeu que precisou se refugiar na Inglaterra no fim da vida por causa do nazismo
2. Fundamentos da clínica psicanalítica
Coleção “Obras Incompletas de Sigmund Freud”, da Editora Autêntica
Volumes temáticos, com textos em ordem cronológica
Antologias temáticas que ajudam bastante iniciantes nos estudos sobre Freud
3. Sobre psicoterapia
Texto pequeno e importante que cobre as páginas 63-79
Escrito em 1904, na forma de uma conferência, proferida no Colégio Vienense de Médicos
Aborda algumas questões sobre psicoterapia usando tópicos de a) até f)
Freud constrói sua visão da psicoterapia a partir de uma autocrítica ao uso que fazia da hipnose e da catarse
4. Aspectos da psicoterapia no confronto com a hipnose e catarse
a) Hipnose: “De forma muito semelhante, meus senhores, a técnica sugestiva tenta fazer efeito per via de porre [pela via de colocar tinta], ela não se preocupa com a origem, a força e a importância dos sintomas da doença, mas aplicar algo, que é a sugestão, da qual ela espera que seja forte o suficiente para impedir a ideia patogênica de se expressar. A terapia analítica, por sua vez, não quer aplicar nada, não quer introduzir algo novo, mas quer tirar, extrair, e para esse fim ela se ocupa da gênese dos sintomas da doença e do contexto psíquico da ideia patogênica, cuja eliminação é o seu objetivo.” (p. 68).
b) Preparo: “Da mesma forma, chega a mim a notícia de que este ou aquele colega marca consultas com um paciente para proceder a um tratamento psíquico, quando estou certo de que ele não conhece a técnica desse tratamento. Portanto, ele deve esperar que o doente lhe revele os seus segredos, ou busca a salvação em algum tipo de confissão ou na informação sigilosa. Não me causaria espanto se o doente tratado dessa forma experimentasse mais danos do que vantagens.” (p. 68-69).
c) Esforço: “Certamente, o tratamento psicoterapêutico exige muito, tanto do doente quanto do médico; do primeiro ele exige o sacrifício da sinceridade total, apresenta-se para ele como tomador de tempo e, por isso, caro; para o médico, ele também apresenta um grande empenho de tempo e, devido à técnica que ele precisa aprender e executar, mostra-se bastante trabalhoso.” (p. 70).
d) Indicações e contraindicações: 1. A psicoterapia não se aplica às neuropatias, nem a pacientes que não se sintam impelidos à terapia por si próprias; 2. A técnica também não funciona em casos de psicoses, estados de confusão e profunda melancolia; 3. Pessoas muito velhas perdem a plasticidade e não se adaptam bem às mudanças de comportamento que a terapia estimula; 4. Psicoterapia não funciona em casos que em que há necessidade de uma resposta rápida, como na anorexia histérica.
e) Danos: “Posso lhes responder que se os senhores apenas quiserem julgar superficialmente e mostrarem a mesma benevolência crítica que mostram em relação aos nossos outros métodos terapêuticos também aqui em relação a esse procedimento, os senhores terão de concordar com a opinião de que no caso de um tratamento analítico conduzido com conhecimento de causa não há porque temer um dano ao paciente.” (p. 73).
f) Inconsciente: “Essa terapia, portanto, fundamenta-se na concepção de que representações inconscientes – ou melhor: a inconsciência de determinados processos anímicos – sejam a causa mais próxima dos sintomas patológicos.” (p. 74).
5. Resistência
“Mas os senhores também poderão escolher outra perspectiva para compreender o tratamento psicanalítico. O desvendamento e a transposição do inconsciente se dão a partir de uma constante resistência por parte do doente. O surgimento do inconsciente está associado ao desprazer, e, devido a esse desprazer, ele sempre será rechaçado pelo doente. E é nesse conflito na vida anímica do paciente que os senhores irão interferir; se os senhores conseguirem fazer com que, por motivos de uma melhor convicção, o doente aceite algo que até então ele havia rejeitado (recalcado) devido à regulagem automática do desprazer, os senhores terão realizado com ele parte de um trabalho educativo.” (p. 75).
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